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sábado, 23 de março de 2013

REDAÇÃO NO ENEM: AGORA SE SABE QUE OS AVALIADORES NÃO LÊEM.

O que ficou público e notório,  a partir da divulgação pela grande imprensa de algumas redações muito particulares do ENEM, é que os avaliadores, de fato, não lêm o texto.

Agora, pela publicação de dois casos em especial, do aluno que inseria a letra do hino do palmeiras e do que ensinou receita de macarrão instantâneo em suas redações, todos nós sabemos que não há necessidade de seguir regras de escrita apreendidas com esforço e algumas noites de sonos perdidas para se ter uma boa nota na redação do ENEM.

Absurdos do ENEM.
Ao G1 Paulo Portela, diretor do CESPE, famoso órgão responsável por certames de muitas funções públicas importantes e bem remuneradas, apresentou explicações que tenderam a justificar a boa avaliação dos alunos pela generalidade dos critérios de avaliação da redação.

Assim, as respeitadas professoras, doutoras em linguística, Dra. Vilma Reche Corrêa e Dra. Maria Luiz Monteiro Sales Coroa disseram ao Brasil ser plausível que um aluno que escreve uma redação sobre imigração e, no meio do texto cortando a trama da escrita, inclua a letra do hino de um time de futebol faça jús à 500 pontos, de um total de 1.000; ou ainda que outro aluno ensine a fazer miojo, numa redação sobre imigração, tenha nota 560.

Diante disso, fica a inevitável questão, se ensinar miojo e escrever sobre o hino do Palmeiras, que certamente as doutoras desconheciam, e devem até ter gostado do texto, torna o candidato merecedor de uma nota regular, para fazer jus a uma nota excelente, o que ele deve fazer? Incluir o hino do flamengo ou ensinar fazer feijoada, que seriam escritos mais nobres? 

E para zerar a prova o que fazer? Simplesmente não ter título, mesmo que o texto fosse excelente, do ponto de vista da normalidade, ou para zerar bastaria escrever uma redação de fato?

A verdade é que foram milhões de textos a serem lidos e, certamente, faltou gente em número e em qualidade intelectual suficiente para o fazê-lo. Deveriam saber, também os alunos do ensino regular, que um professor com 60 horas semanais, 12 ou 15 turmas, com quase 1.000 alunos também não lê os textos que pede.